Infidelidade Emocional (parte 3)

(Continuação)


Pode haver traição sem sexo?

SIM! O cérebro é o maior órgão sexual e a maioria dos affairs começa precisamente na mente.

A atracção é ampliada pela presença de uma relação emocional. Quando um parceiro, ou parceira, se dedica mais a outra pessoa, fora da relação, existirá um distanciamento na base do casal que facilitará a criação de uma nova relação.

Uma das bases fundamentais nas relações é a comunicação, baseada na partilha de informação exclusiva entre os elementos do casal. Algumas destas informações são, aparentemente, insignificantes, pois são baseadas em detalhes do dia-a-dia, como o caos que esteve no trânsito, a caminho do trabalho, ou o que foi o almoço. Outras vezes, são informações mais profundas, tais como desejos, medos e objectivos de vida. Com o desenvolvimento de uma relação emocional extra-conjugal, muitas destas partilhas deixam de ser transmitidas ao parceiro, ou parceira, e passam para esta nova relação.

Um casal com pouca, ou nenhuma, partilha de momentos íntimos tem uma maior probabilidade de sofrer um eventual affair emocional. Nestes casos, existe uma maior tendência para se idealizar ou fantasiar se o sexo com a outra pessoa será agradável. Tal como nas relações amorosas, a infidelidade que tem início numa ligação emocional antes de avançar para o sexo é, muitas vezes, mais difícil de terminar e mais nociva para o casal.

Flirting: 3 questões para identificar se é inofensivo ou prejudicial

Podemos encontrar várias definições para flirt: segundo algumas pessoas, é parte integrante da sua personalidade e por isso fazem-no, muitas vezes de forma inconsciente; para outras pessoas, é um sinal de interesse sexual que abre portas ao desejo.

O flirt poderá ser inofensivo, para o casal, se não lhe for atribuído qualquer significado. No entanto, se o flirt estiver associado a uma atracção sexual, em conjunto com outros ingredientes da infidelidade emocional, tais como o segredo e o aumento de intimidade, já deverá ser motivo de preocupação.

Algumas perguntas úteis para identificar se o flirt poderá ser, ou não, inofensivo:

- Eu agiria assim se o/a meu/minha parceiro/a estivesse presente?

- Eu importar-me-ia se o/a meu/minha parceiro/a agisse desta forma com outra pessoa?

- Ao flertar tenho segundas intenções, tais como esperança em conhecer melhor essa pessoa?

As pessoas com relações felizes também traem?

No seu livro "Not Just Friends", Shirley Glass, refere que 82 por cento das pessoas foram infiéis com pessoas conhecidas, tais como, vizinhos ou colegas de trabalho. Por outras palavras, muitas das pessoas que são infiéis não andam à procura de uma relação extra-conjugal ou à “caça” em bares. A traição simplesmente acontece.

Geralmente, a infidelidade emocional ocorre quando a comunicação do casal está enfraquecida, ou quando não houve partilha sobre o que é considerado um comportamento infiel para cada um dos parceiros. Em alguns casos, o sentimento de frustração sexual, frequente numa relação duradoura, é subitamente aliviado por uma atracção nova e emocionante.

7 formas para proteger a sua relação da infidelidade

Algumas estratégias podem ajudar um casal a evitar a infidelidade emocional. O melhor plano é baseado na prevenção:

- Discutam sobre o que consideram ser infidelidade emocional, para que ambos os parceiros estejam cientes de que mesmo sem sexo pode existir uma traição;

- Falem sobre como o trabalho e a Internet podem favorecer um affair emocional;

- Pensem duas vezes antes de voltarem a falar com parceiros do passado. Os sites de redes sociais e chat´s facilitam o reencontro com os parceiros do passado, permitindo um aumento da intimidade nestes meios;

- Partilhem mais informações sobre o dia-a-dia, bem como os vossos desejos e frustrações, mais do que com qualquer outra pessoa ou amigo;

- Prefiram amizades com pessoas que apoiam a vossa relação. Os amigos que incentivam logo à partida o fim da relação, sem procurarem outras soluções, podem ser perigosos;

- Compreendam que é normal sentirem-se atraídos por outras pessoas e que isso não é sinal de que a vossa relação está mal ou que não tem futuro;

- Tenham expectativas realistas para a vossa relação. Com o passar dos anos as relações tendem a ser cada vez menos emocionantes, mas mais amorosas. Não queiram continuar a sentir eternamente aquelas “borboletas” no estômago que pertencem aos primeiros momentos das relações.

(continua ...)

Adaptado do original de GoodInBed.com.

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